Em Vilhena há comercialização de desmanche de casas
antigas. A madeira aproveitável é enviada para Curitiba ou São Paulo
onde é transformada em móveis rústicos ou decorativos.
Vilmo Oliveira, comerciante, mora em Vilhena
há 8 (oito) meses, ele é paranaense e
antes de se mudar para Rondônia morava em Curitiba. Diz que já viajou muito pelo Brasil e foi no
Estado de Mato Grosso que conheceu o mercado de desmanche de construções em madeira.
Segundo Vilmo, de qualquer construção antiga se aproveita 50% da
madeira. Antes de revender o desmanche, ele tira os pregos, partes podres,
rachaduras ou defeitos. E assim que completa uma carga, a madeira é enviada
para Curitiba/PR ou São Paulo onde é industrializada e transformada em peças de
móveis rústicos ou decorativos.
Uma
vez que aqui tem a matéria prima, perguntei por que ele não colocaria uma
indústria destes móveis em Vilhena? “Não
há condições de ter este tipo de comércio aqui, porque o povo não tem costume
ou gosto por móveis com design antigo. A preferência é por móveis modernos,
fabricados em MDF. Outra dificuldade seria encontrar mão de obra especializada
e, ainda há a inconveniência do serviço ser pesado e bruto”, afirmou Vilmo.




